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SISCAL e MELHORAMENTO GENÉTICO DO PLANTEL DE SUÍNOS
Esse projeto foi trazido da Embrapa Aves e Suínos de Concórdia-SC, enfocado no pequeno produtor rural abrindo horizonte de tecnologias de baixo custo e também melhoramento genético através da aquisição do suíno light caipira MS 60. Onde seus decendentes foram cruzados com porcas caipiras dentre outras raças e estão disponíveis para aquisição na sede da instituição.
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INTRODUÇÃO:
“ A domesticação do suíno ao ar livre teve início há cerca de 10.000 anos atrás. Em 1950, nos Estados Unidos, e mesmo antes na Europa, os suínos começaram a ser criados em sistemas confinados.”
“ No sistema moderno, intensivo, de instalações ao ar livre, as unidades de produção tem uma aparência muito diferente das unidades do passado.”
“ Uma unidade moderna, unidade intensiva de suínos ao ar livre que protege o animal, meio ambiente e o trabalhador.”
O sistema SISCAL - suínos criados ao ar livre, caracteriza-se principalmente por manter os animais em piquetes nas fases de reprodução, maternidade e creche, cercados com fios e/ou telas de arames eletrificados. Já as fases de crescimento e terminação ocorrem em confinamentos.
Esse sistema não deve ser instalado em terrenos com declividade superior a 15%, dando-se preferência para espaços com boa capacidade de drenagem, porém antes de se instalar esse sistema deve-se prever para as práticas de manejo do solo, tais como o controle das águas pluviais superficiais a fim de impedir que a enxurrada de fora entre no sistema, de modo a prevenir possíveis danos provocados pela erosão.
Antes da introdução de animais no SISCAL devem-se implantar forrageiras de alta resistência ao pisoteio.
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OBJETIVO:
“ Quando iniciar uma unidade de produção de suínos com o objetivo de criar uma unidade duradoura, unidade de produção sustentável, o produtor deverá considerar o impacto da unidade de produção nos próprios animais, meio ambiente, trabalhadores, comunidades e, ainda adotar as tecnologias que lhe permitam competitividade econômica. “
Contudo a Fundação Oacir Vidal - FOV, tem como objetivos, implantar o sistema SISCAL para não apenas aproveitamento do local, e sim para disseminação de pesquisas, melhoria genética e, sobretudo aproveitamento por partes dos pequenos produtores , pois os mesmos muita vezes já possuem áreas que podem ser destinadas a esse método de produção, porém não possuem informações técnicas para o desenvolvimento da atividade e consequentemente geração de renda a baixo custo de instalação, sendo esse, um dos maiores benefícios.
Através desse projeto instalado na FOV, os produtores terão além das oportunidades descritas acima, também o acesso de como se construir, alternativas de aproveitamento, desde o espaço até as formas de alimentação para esses animais, e também a aquisição dos animais para quem optar por essa implantação, não deixando jamais de terem da FOV o auxílio técnico necessário para a concretização do mesmo.
Outro objetivo, não menos importante do que os descritos acima é que se terá animais criados soltos, ou seja em piquetes devidamente separados por fases,desde a reprodução até a creche, com isso irão ter uma redução significativa do custo de produção.
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DESENVOLVIMENTO:
Primeiramente será feita a escolha do local, depois a divisão dos piquetes e a implantação das pastagens e instalações dos equipamentos.
O número de animais será de 4 fêmeas e 1 cachaço, sendo que a área necessária é de 800m² para as fazes de gestação, lactação e para reprodutores e de 70m² para leitões na fase de creche .
A área reservada para a implantação desse projeto na FOV é de 3.385m², sendo essa dividida em piquetes para as diferentes fases.
Os piquetes, serão cercados por fios de arame eletrificados dispostos da seguinte forma; 35 a 60 cm do solo, no caso de piquetes para cobertura, gestação e maternidade.
Já a creche irá ser cercada com tela metálica de arame galvanizado e na parte interna do piquete com fio de arame eletrificado a 10 cm do solo.
Quanto a alimentação, essa é fornecida dependendo da fase em que o animal se encontra, ou seja, animal em fase de creche irá receber ração pronta( milho + concentrado) para fase inicial, crescimento sendo este de 400g no 22 dia de vida e aumentado conforme o peso do animal.
Animais em fase adulta irão receber ração para terminação, iniciando com 1Kg e aumentando conforme o peso, já animais em reprodução irão receber ração de gestação, sendo 2Kg inicial e aumentando conforme o tempo de gestação e animais em lactação e reprodutores irão receber ração de lactação, iniciando com 3Kg para as fêmeas lactantes e chegando a 5Kg para os reprodutores em trabalho.
O acesso á água será sempre á vontade, pois independente da fase em que o animal se encontra a água é um dos elementos essenciais não esquecendo que a mesma deve ser sempre de ótima qualidade.
Os suínos quando mantidos em piquetes, voltam a exercitar seu hábito, inerente á espécie, de fuçar e revolver a terra. Por meio desse hábito destroem as pastagens de cobertura do solo, favorecendo a erosão e a degradação da pastagem.
No SISCAL que o CNPSA vem acompanhado, te se verificado que os reprodutores, especialmente na fase de gestação, passam boa parte do tempo ingerindo forragens existentes nos piquetes e, quando essas se tornam escassas, começam a fuçar o solo. No SISCAL do CNPSA verificou-se que o meio mais eficaz para evitar que os animais fucem o solo é a utilização da prática do destrompe. Esse pode ser definido como sendo o ato de colocar uma argola metálica ou arame de cobre, em forma de anel entre o tecido fibroso subcutâneo e cartilagem do septo nasal de maneira que a mesma fique móvel. Assim quando os suínos fuçarem o solo a argola força o septo nasal e, devido ao desconforto eles deixam de fazê-lo.
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Material e fonte de pesquisa |
Arquivos em PDF
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Rio
Brilhante - MS,
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